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Abstract
Utilizando o filme de compilação como elemento metodológico e delimitador, este artigo pretende apresentar e investigar um arcabouço teórico capaz de respaldar uma investigação entre imaginação histórica e o funcionamento dos arquivos de imagem e som na contemporaneidade. Nossa análise gira em torno das reapropriações das “imagens de arquivo” públicas e privadas realizadas, cada vez mais, por esse tipo de filme. Trata-se de um gesto que vai ao encontro de certa lógica dos arquivos de imagem na cultura contemporânea. Nosso objetivo é propor uma discussão sobre a imaginação histórica que as montagens entre essas imagens heterogêneas ensejam. Como arcabouço teórico, nos apoiamos em uma tradição arqueológica em torno dos campos de estudo do cinema e da comunicação, com ênfase no pensamento de Wolfgang Ernst, Vilém Flusser e Catherine Russel.