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Abstract
Introdução: Considerando o cenário pandêmico, causado pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), pesquisadores de todo o mundo passaram a realizar estudos de reposicionamento de fármacos, que seria o meio mais rápido para encontrar um tratamento eficaz. Entre os medicamentos avaliados, estão a cloroquina (CQ) e hidroxicloroquina (HCQ), a partir disso, o objetivo deste estudo foi discutir o uso da CQ/HCQ no tratamento de pacientes com Covid-19. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica, desenvolvida com base em artigos publicados em periódicos e documentos de órgãos oficiais do governo brasileiro. Desenvolvimento: O uso das medicações deve acontecer de forma racional considerando os seus efeitos, muito embora haja uma previsão para o uso em indicação não prevista em bula, devendo esta considerar a comprovação de eficácia ou em situações onde os potenciais benefícios superem os riscos. No caso da utilização da CQ/HCQ para o tratamento da covid-19 os estudos tem apontado riscos superiores aos benefícios, como por exemplo a predisposição a arritmias devido ao prolongamento do intervalo QTc, especialmente quando em uso concomitante de azitromicina, além do risco de desenvolvimento de retinopatia, cardiomiopatia e neuromiopatia. E ainda assim o uso das referidas medicações tem sido defendido pelas autoridades brasileiras, fundamentando em justificativas empíricas. Conclusão: A CQ/HQC são medicamentos de eficácia e segurança comprovadas para outras doenças e não para a Covid-19. Dessa forma, qualquer uso não registrado pode ser considerado não seguro, representando riscos para a população.