{"title":"INTERPRETAR OU DESCREVER: NOTAS CRÍTICAS SOBRE O CONHECIMENTO ANTROPOLÓGICO","authors":"Jean Bazin","doi":"10.22456/1982-6524.106097","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Este texto que ora apresentamos é uma tradução inédita do capítulo Interpréter ou décrire. Notes critiques sur la connaissance anthropologique de Jean Bazin (1941-2001). O diretor de estudos da EHESS abriu novos caminhos para a antropologia ao questionar as operações subjacentes à prática da pesquisa de campo. Segundo ele, esse dispositivo não se limita a coletar fatos já existentes, mas produz um conhecimento próprio que se dá em situações singulares de interações compartilhadas. Bem descrito, ele não fornece apenas materiais empíricos a serem interpretados, mas também se deixa entender como um aprendizado recíproco e igualitário. A perspectiva pragmática desenvolvida por Bazin acompanha sua crítica radical ao holismo e ao culturalismo. Etnolinguista da prática da língua bambara (Mali) e analista das lógicas do campo político, Bazin ampliou as perspectivas da antropologia, indo além de suas ideologias e utopias.","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"14 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2020-12-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Espaço Ameríndio","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.106097","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Este texto que ora apresentamos é uma tradução inédita do capítulo Interpréter ou décrire. Notes critiques sur la connaissance anthropologique de Jean Bazin (1941-2001). O diretor de estudos da EHESS abriu novos caminhos para a antropologia ao questionar as operações subjacentes à prática da pesquisa de campo. Segundo ele, esse dispositivo não se limita a coletar fatos já existentes, mas produz um conhecimento próprio que se dá em situações singulares de interações compartilhadas. Bem descrito, ele não fornece apenas materiais empíricos a serem interpretados, mas também se deixa entender como um aprendizado recíproco e igualitário. A perspectiva pragmática desenvolvida por Bazin acompanha sua crítica radical ao holismo e ao culturalismo. Etnolinguista da prática da língua bambara (Mali) e analista das lógicas do campo político, Bazin ampliou as perspectivas da antropologia, indo além de suas ideologias e utopias.