Fernanda Nastri Gouvêa, Caio Santos Pennacchi, Luiz Henrique De Araujo Machado, Maria Lúcia Gomes Lourenço, Luana De Oliveira Branco, Paula Barbosa Costa, Leandro Zucolloto Crivellenti, S. Borin-Crivellenti
{"title":"PHEOCHROMOCYTOMA IN DOGS AND CATS","authors":"Fernanda Nastri Gouvêa, Caio Santos Pennacchi, Luiz Henrique De Araujo Machado, Maria Lúcia Gomes Lourenço, Luana De Oliveira Branco, Paula Barbosa Costa, Leandro Zucolloto Crivellenti, S. Borin-Crivellenti","doi":"10.14393/vtn-v28n1-2022-58781","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O feocromocitoma é uma neoplasia funcional produtora de catecolaminas, localizado na região medular das glândulas adrenais. Por apresentar sinais inespecíficos, escassez de ferramentas diagnósticas e ainda estar associado a doenças concomitantes, pode não ser considerado como afecção diferencial entre médicos veterinários. O feocromocitoma é uma neoplasia incomum e acomete animais com idade média a avançada, sendo o Poodle Miniatura, Pastor Alemão, Boxer, Golden Retriever e Pinscher as raças mais acometidas. As manifestações clínicas variam de acordo com os efeitos das catecolaminas e/ou comprometimento circulatório pela invasão local do tumor em estruturas adjacentes. Desta forma pode ser observado hipertensão arterial sistêmica e consequência em órgãos alvo como sistema nervoso central, rins e alterações oculares. O diagnóstico consiste na suspeita clínica, acompanhada de adrenomegalia nos exames de imagem. A mensuração de catecolaminas e seus metabolitos, como a metanefrina, normetanefrina e ácido vanilmandélico são ferramentas diagnósticas definitivas e como alternativa, a dosagem de inibina sérica pode ser feita na pesquisa de feocromocitoma. A adrenalectomia é a terapia de escolha, porém na inviabilidade deste, devem ser usados fármacos bloqueadores α e β adrenérgicos. O prognostico é variável entre reservado a ruim.","PeriodicalId":241534,"journal":{"name":"VETERINÁRIA NOTÍCIAS","volume":"87 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-04-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"VETERINÁRIA NOTÍCIAS","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.14393/vtn-v28n1-2022-58781","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0
Abstract
O feocromocitoma é uma neoplasia funcional produtora de catecolaminas, localizado na região medular das glândulas adrenais. Por apresentar sinais inespecíficos, escassez de ferramentas diagnósticas e ainda estar associado a doenças concomitantes, pode não ser considerado como afecção diferencial entre médicos veterinários. O feocromocitoma é uma neoplasia incomum e acomete animais com idade média a avançada, sendo o Poodle Miniatura, Pastor Alemão, Boxer, Golden Retriever e Pinscher as raças mais acometidas. As manifestações clínicas variam de acordo com os efeitos das catecolaminas e/ou comprometimento circulatório pela invasão local do tumor em estruturas adjacentes. Desta forma pode ser observado hipertensão arterial sistêmica e consequência em órgãos alvo como sistema nervoso central, rins e alterações oculares. O diagnóstico consiste na suspeita clínica, acompanhada de adrenomegalia nos exames de imagem. A mensuração de catecolaminas e seus metabolitos, como a metanefrina, normetanefrina e ácido vanilmandélico são ferramentas diagnósticas definitivas e como alternativa, a dosagem de inibina sérica pode ser feita na pesquisa de feocromocitoma. A adrenalectomia é a terapia de escolha, porém na inviabilidade deste, devem ser usados fármacos bloqueadores α e β adrenérgicos. O prognostico é variável entre reservado a ruim.