H. R. Fernandes, Fernanda Chiarion Sassi, C. D. Andrade, Debora Maria Befi Lopes
{"title":"Avaliação da deglutição e indicadores clínicos associados em crianças após correção cirúrgica de doença cardíaca congênita","authors":"H. R. Fernandes, Fernanda Chiarion Sassi, C. D. Andrade, Debora Maria Befi Lopes","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2370","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo Identificar os marcadores clinicos associados as alteracoes da degluticao em criancas apos a correcao da doenca cardiaca congenita e correlacionar esses marcadores as categorias da escala Risk Adjustment for Congenital Heart Surgery 1 (RACHS-1). Metodos Foi realizado um estudo retrospectivo observacional, utilizando a base de dados eletronica do centro de pediatria para criancas admitidas em um hospital, em decorrencia de doenca cardiaca congenita. Foram coletados dados da avaliacao de degluticao e a presenca de disfagia foi classificada de acordo com a Dysphagia Management Staging Scale (DMMS). Foram incluidos os dados demograficos, os marcadores clinicos e o risco de mortalidade, de acordo com a RACHS-1. Resultados A amostra final do estudo foi composta por 108 pacientes. Os achados mais relevantes foram: os sinais mais graves de disfagia estiveram associados ao aumento da permanencia no hospital (p=0,005); ao maior numero e tempo de intubacoes orotraqueais (p=0,022 e 0,005, respectivamente); ao maior tempo entre a admissao hospitalar e a avaliacao da degluticao (p=0,003); ao maior tempo entre o procedimento cirurgico e a avaliacao da degluticao (p=0,043) e ao maior numero de sessoes fonoaudiologicas para remocao da via alternativa de alimentacao e retorno seguro para via oral (p<0,001). Nao foram encontradas correlacoes entre o risco de mortalidade das criancas e os sinais alterados na avaliacao da degluticao. Conclusao Os resultados do estudo contribuem para o conhecimento atual de que criancas com doencas cardiacas que precisam de correcao cirurgica apresentam dificuldades alimentares e necessitam atendimento hospitalar prolongado. Nao houve correlacao entre as categorias da escala RACHS-1 e os sinais de alteracao na avaliacao clinica da degluticao.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"917 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2021-05-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Audiology - Communication Research","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2370","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
RESUMO Objetivo Identificar os marcadores clinicos associados as alteracoes da degluticao em criancas apos a correcao da doenca cardiaca congenita e correlacionar esses marcadores as categorias da escala Risk Adjustment for Congenital Heart Surgery 1 (RACHS-1). Metodos Foi realizado um estudo retrospectivo observacional, utilizando a base de dados eletronica do centro de pediatria para criancas admitidas em um hospital, em decorrencia de doenca cardiaca congenita. Foram coletados dados da avaliacao de degluticao e a presenca de disfagia foi classificada de acordo com a Dysphagia Management Staging Scale (DMMS). Foram incluidos os dados demograficos, os marcadores clinicos e o risco de mortalidade, de acordo com a RACHS-1. Resultados A amostra final do estudo foi composta por 108 pacientes. Os achados mais relevantes foram: os sinais mais graves de disfagia estiveram associados ao aumento da permanencia no hospital (p=0,005); ao maior numero e tempo de intubacoes orotraqueais (p=0,022 e 0,005, respectivamente); ao maior tempo entre a admissao hospitalar e a avaliacao da degluticao (p=0,003); ao maior tempo entre o procedimento cirurgico e a avaliacao da degluticao (p=0,043) e ao maior numero de sessoes fonoaudiologicas para remocao da via alternativa de alimentacao e retorno seguro para via oral (p<0,001). Nao foram encontradas correlacoes entre o risco de mortalidade das criancas e os sinais alterados na avaliacao da degluticao. Conclusao Os resultados do estudo contribuem para o conhecimento atual de que criancas com doencas cardiacas que precisam de correcao cirurgica apresentam dificuldades alimentares e necessitam atendimento hospitalar prolongado. Nao houve correlacao entre as categorias da escala RACHS-1 e os sinais de alteracao na avaliacao clinica da degluticao.