Vanessa S. Albuquerque, L. P. Fernandes, C. H. C. Mármora
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Abstract
Introdução: O aumento da longevidade impõe cada vez mais anecessidade de estudos relacionados à promoção do envelhecimentofuncional e com maior independência e autonomia.Neste contexto, a utilização dos dispositivos auxiliares para amarcha visando prevenção de quedas e a melhora da qualidadede vida nessa população pode ser positiva aumentandoa autoeficácia para queda, como também interferir de formanegativa aumentando o risco de quedas. O objetivo deste estudofoi verificar se existe relação entre o uso de dispositivosauxiliares para marcha no aumento da autoeficácia para quedasnos idosos participantes. Método: Trata-se de um estudodescritivo com dados do Banco FIBRA – JF com a utilizaçãodas variáveis de interesse para os objetivos deste estudo. Aamostra foi composta por 280 idosos, sendo verificado o usode dispositivos auxiliares para a marcha e as respostas da Escalade autoeficácia para quedas (FES-I). Resultados: A relação daautoeficácia com o uso de dispositivos auxiliares foi significativanas questões que dizem respeito a subir ou descer escadas,andar sobre superfície escorregadia e subir e descer uma ladeira.Os resultados do grupo sem dispositivo auxiliar de marcha(GSDAM), foram significativos quanto à autoeficácia nos itensrelativos às atividades externas e sociais. Ao compararmos aautoeficácia com o evento de quedas no GSDAM, foi verificadauma relação direta entre os indivíduos que se mostraramextremamente preocupados em cair e os que de fato caíram.Conclusão: O uso de dispositivos auxiliares para a marcha nãoaumenta efetivamente a autoeficácia para quedas em idosos,e tais dispositivos não podem ser considerados instrumentosúnicos e confiáveis na prevenção de quedas.Descritores: Bengala; Equipamentos assistivos; Fisioterapia;Acidentes por quedas; Idoso frágil.