{"title":"A ATUAÇÃO DAS CENTRAIS DE ABASTECIMENTO E DAS COOPERATIVAS NA COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS NO BRASIL","authors":"L. O. Dionísio, A. N. Hespanhol","doi":"10.48209/978-qr-89949-06-6","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A ruína do comércio mundial e a queda das oligarquias provocadas pela crise de 1929 levaram o Estado brasileiro a incentivar as cooperativas agrícolas, por meio do Decreto 22.239 de 1932. O referido decreto estabeleceu que as cooperativas em formação teriam sua criação facilitada e que as que já existiam passariam a ser isentas do pagamento de alguns impostos. As cooperativas de cafeicultores, especificamente, transformaram-se em instrumentos da política agrícola do Estado, deixando de ser um movimento legítimo dos produtores, já que para serem contempladas com investimentos públicos, tiveram que se sujeitar a um maior controle estatal. As centrais de abastecimento foram criadas nos anos 1960 com o objetivo de facilitar a distribuição e regular os preços dos alimentos, promovendo a ligação entre produtores e consumidores. Atualmente, entretanto, as centrais de abastecimento são utilizadas predominantemente por intermediários que comercializam alimentos em grandes quantidades. Já as cooperativas foram criadas como alternativa para a superação da crise econômica da década de 1930, sendo que o seu principal efeito foi reduzir a atuação dos intermediários na comercialização de produtos agrícolas. O objetivo do trabalho é analisar as vantagens e desvantagens das centrais de abastecimento e das cooperativas na comercialização de produtos agrícolas, estabelecendo comparação entre ambas. Para o desenvolvimento da pesquisa foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica sobre a história das centrais de abastecimento e das cooperativas e levantamento de dados constantes em publicações da Associação Brasileira de","PeriodicalId":129394,"journal":{"name":"A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL: CAMPESINATO, AGRICULTURA FAMILIAR E AGRONEGÓCIO","volume":"68 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"1900-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL: CAMPESINATO, AGRICULTURA FAMILIAR E AGRONEGÓCIO","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.48209/978-qr-89949-06-6","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0
Abstract
A ruína do comércio mundial e a queda das oligarquias provocadas pela crise de 1929 levaram o Estado brasileiro a incentivar as cooperativas agrícolas, por meio do Decreto 22.239 de 1932. O referido decreto estabeleceu que as cooperativas em formação teriam sua criação facilitada e que as que já existiam passariam a ser isentas do pagamento de alguns impostos. As cooperativas de cafeicultores, especificamente, transformaram-se em instrumentos da política agrícola do Estado, deixando de ser um movimento legítimo dos produtores, já que para serem contempladas com investimentos públicos, tiveram que se sujeitar a um maior controle estatal. As centrais de abastecimento foram criadas nos anos 1960 com o objetivo de facilitar a distribuição e regular os preços dos alimentos, promovendo a ligação entre produtores e consumidores. Atualmente, entretanto, as centrais de abastecimento são utilizadas predominantemente por intermediários que comercializam alimentos em grandes quantidades. Já as cooperativas foram criadas como alternativa para a superação da crise econômica da década de 1930, sendo que o seu principal efeito foi reduzir a atuação dos intermediários na comercialização de produtos agrícolas. O objetivo do trabalho é analisar as vantagens e desvantagens das centrais de abastecimento e das cooperativas na comercialização de produtos agrícolas, estabelecendo comparação entre ambas. Para o desenvolvimento da pesquisa foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica sobre a história das centrais de abastecimento e das cooperativas e levantamento de dados constantes em publicações da Associação Brasileira de