{"title":"Corpo risível: o reverso da cura","authors":"Elderson Melo de Miranda, Rodrigo Peixoto Barbara","doi":"10.5216/ac.v7i2.70546","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O presente artigo procura entender a construção de um corpo risível (ridículo) em uma oficina de iniciação às linguagens cômicas teatrais. O texto apresenta a experiência de Luis e Clarice, dois alunos especiais, em uma aula que objetivava criar um corpo risível por meio do exagero corporal. Propõe uma discussão da questão do erro e da diferença corporal na oficina de comicidade em contato com duas experiências corporais distintas: o dos alunos que não possuíam nenhuma deficiência física e o de Luis e Clarice. A partir dessa experiência, e amparados na perspectiva dos estudos das performances culturais, os autores procuram construir a ideia de que o corpo, liberto de seus automatismos, encarado em sua potência de diferenciação, pode ser impelido à potência de criação e, consequentemente, potência de vida.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"456 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-03-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Arte da Cena (Art on Stage)","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5216/ac.v7i2.70546","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
O presente artigo procura entender a construção de um corpo risível (ridículo) em uma oficina de iniciação às linguagens cômicas teatrais. O texto apresenta a experiência de Luis e Clarice, dois alunos especiais, em uma aula que objetivava criar um corpo risível por meio do exagero corporal. Propõe uma discussão da questão do erro e da diferença corporal na oficina de comicidade em contato com duas experiências corporais distintas: o dos alunos que não possuíam nenhuma deficiência física e o de Luis e Clarice. A partir dessa experiência, e amparados na perspectiva dos estudos das performances culturais, os autores procuram construir a ideia de que o corpo, liberto de seus automatismos, encarado em sua potência de diferenciação, pode ser impelido à potência de criação e, consequentemente, potência de vida.