{"title":"Do que não se pode escapar: reflexões (teórico-)(literárias) para um pensamento da responsabilidade da arte","authors":"G. S. Philipson","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154413","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Neste texto, procurei pensar a relação entre arte e responsabilidade ao desenvolver o problema da responsabilidade do acontecimento tal como estruturado por Bakhtin em seu primeiro escrito, “Arte e Responsabilidade”. Meu objetivo foi testar os limites dessa relação proposta por Bakhtin, remetendo para isso a textos que pudessem servir a tal propósito, tal como a obra posterior de Bakhtin, a prosa de Bolaño e a de Bulgákov, bem como um artigo de Safatle. Ao fazer isso, sugeri que Bakhtin reivindica uma posição complexa e radical em relação a esse problema, o que me levou — entre outras coisas — a ressignificar sua obra posterior e a atitude de El Ojo Silva no conto que leva seu nome, bem como a apontar inconsistências na crítica ao cômico operada por Safatle e, por fim, ainda, a perceber a ambiguidade trágica da crítica ao poder soviético perpetrada por Bulgákov.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"237 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Magma","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154413","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Neste texto, procurei pensar a relação entre arte e responsabilidade ao desenvolver o problema da responsabilidade do acontecimento tal como estruturado por Bakhtin em seu primeiro escrito, “Arte e Responsabilidade”. Meu objetivo foi testar os limites dessa relação proposta por Bakhtin, remetendo para isso a textos que pudessem servir a tal propósito, tal como a obra posterior de Bakhtin, a prosa de Bolaño e a de Bulgákov, bem como um artigo de Safatle. Ao fazer isso, sugeri que Bakhtin reivindica uma posição complexa e radical em relação a esse problema, o que me levou — entre outras coisas — a ressignificar sua obra posterior e a atitude de El Ojo Silva no conto que leva seu nome, bem como a apontar inconsistências na crítica ao cômico operada por Safatle e, por fim, ainda, a perceber a ambiguidade trágica da crítica ao poder soviético perpetrada por Bulgákov.