Yago Soares Fonseca, G. L. Oliveira, Ana Luiza Beltrão Santana, Rodrigo Guimarães de Deus
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Abstract
Os efeitos nocivos de repelentes sintéticos tornam notável a busca por repelentes a base de produtos naturais. Uma espécie com potenciale estudada de forma pioneira na UFSB é a Piper macedoi, nativa da Mata Atlâmtica. Assim, objetivou-se investigar o potencial repelente do óleo essencial (OE) da P. macedoi em formulação semissólida contra o Aedes aegypti. A análise química apresentou como substâncias majoritárias desse OE os arilpropanoides apiol e dilapiol. O bioensaio repelente (aprovado pelo CEP/UFSB nº 43056921.1.0000.8467) ocorreu sob condições seguras de laboratório. Gaiolas de mosquitos contendo 25 fêmeas de A. aegypti foram utilizadas para o teste. Sete tratamentos foram avaliados no antebraço de três voluntários: cinco concentrações de OE em creme (1,25%; 1%, 0,75%, 0,5%, 0,25%), um controle positivo com DEET (diethyl toluamide 7.125%) e um controle negativo, a base de creme não iônico modificado pura. O OE apresentou uma atividade de repelência dose-dependente, sendo a CL50 o valor de 0,0212% do OE e a CL90 de 1,225% do OE, mostarando uma ação repelente do OE mesmo em baixas concentrações. Conlui-se que o OE de P. macedoi possui uma atividade repelente contra mosquitos A. aegypti e um potencial promissor quando se pensa em produtos repelentes naturais e da biodiversidade brasileira.