Clémentine Maréchal, Augusto Leal de Britto Velho, M. Rodrigues, Pietro Bueno Longone
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Abstract
Este artigo busca, a partir de um exemplo etnográfico específico, tornar visível a complexidade e a pluralidade das dimensões que permeiam a situação migratória vivida pelos coletivos warao no Brasil. Escrito a 8 mãos em plena pandemia e atravessado pelos impactos do isolamento social, este trabalho se inscreve em uma pesquisa mais ampla de antropologia social e histórica. Destacamos 3 elementos centrais e entrelaçados que parecem atravessar a (re)organização social, econômica, política e espiritual da família de Florencia e Rodolfo no seu deslocamento para o Brasil. Primeiramente, a busca por najoro (comida), que se constitui como um dos principais argumentos dos Warao para atravessar a fronteira com o Brasil, considerado um lugar de abundância em relação à escassez na Venezuela. Em segundo lugar, as doenças, que para os Warao têm sua origem na atuação dos hebu ou hebu zabana, formam parte do cotidiano destes coletivos no Brasil. O último elemento diz respeito às estruturas materiais de sobrevivência construídas pelos Warao ao longo das suas caminhadas pela Venezuela e pelo Brasil.