{"title":"A influência da Oscilação do Atlântico Norte nos caudais dos rios Vouga e Mondego – relevância na manifestação de cheias e inundações","authors":"W. Oliveira, L. Cunha, I. Paiva","doi":"10.17127/GOT/2017.12.011","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A Oscilacao do Atlântico Norte (NAO – do ingles North Atlantic Oscillation ) constitui o principal modo de variabilidade atmosferica do Atlântico Norte, mantendo uma estrutura dipolar visivel ao longo de todo o ano. Embora nao se conhecam rigorosamente os processos atmosfericos que governam esta oscilacao, existe cada vez mais investigacao acerca dos seus efeitos, mesmo nao se conseguindo ainda preve-la de forma eficaz. No entanto, o estudo das tendencias tem vindo a contribuir para a consolidacao de informacao acerca da variabilidade apresentada pela NAO ao longo do tempo. Os estados de tempo na Peninsula Iberica e em Portugal bem como todos os elementos meteorologicos que os constituem estao relacionados de forma muito assinalavel com a fase da NAO (positiva ou negativa). No entanto, a precipitacao e de longe, dos elementos meteorologicos, o mais dependente da fase do dipolo atmosferico. Com efeito, sendo a precipitacao sob a forma de chuva a principal fonte de alimentacao do escoamento fluvial dos rios no clima mediterrâneo, os impactos da NAO sao esperados. Tal facto e ainda mais relevante se tivermos em conta que a NAO explica grande parte da variabilidade atmosferica durante o quadrimestre dezembro-marco, grosso modo , o inverno boreal, altura em que ocorrem as precipitacoes mais significativas na Peninsula Iberica e em que se despoletam tambem a maior parte da manifestacao de fenomenos hidrologicos extremos, ligados a cheias que causam inundacoes. De formas distintas mas muito concordantes, as bacias hidrograficas do Vouga e do Mondego nao constituem excecao aos condicionamentos impostos pela NAO, respondendo de forma muito significativa aos ritmos pluviometricos impostos por esta. Palavras-chave : Oscilacao do Atlântico Norte (NAO), Precipitacao Atmosferica, Regimes Fluviais, Cheias e Inundacoes, Vouga, Mondego. http://dx.doi.org/10.17127/got/2017.12.011 Data de submissao: 2017-07-31 Data de aprovacao: 2017-10-04 Data de publicacao: 2017-12-30","PeriodicalId":163184,"journal":{"name":"GOT - Revista de Geografia e Ordenamento do Território","volume":"75 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2017-12-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"1","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"GOT - Revista de Geografia e Ordenamento do Território","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.17127/GOT/2017.12.011","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
A Oscilacao do Atlântico Norte (NAO – do ingles North Atlantic Oscillation ) constitui o principal modo de variabilidade atmosferica do Atlântico Norte, mantendo uma estrutura dipolar visivel ao longo de todo o ano. Embora nao se conhecam rigorosamente os processos atmosfericos que governam esta oscilacao, existe cada vez mais investigacao acerca dos seus efeitos, mesmo nao se conseguindo ainda preve-la de forma eficaz. No entanto, o estudo das tendencias tem vindo a contribuir para a consolidacao de informacao acerca da variabilidade apresentada pela NAO ao longo do tempo. Os estados de tempo na Peninsula Iberica e em Portugal bem como todos os elementos meteorologicos que os constituem estao relacionados de forma muito assinalavel com a fase da NAO (positiva ou negativa). No entanto, a precipitacao e de longe, dos elementos meteorologicos, o mais dependente da fase do dipolo atmosferico. Com efeito, sendo a precipitacao sob a forma de chuva a principal fonte de alimentacao do escoamento fluvial dos rios no clima mediterrâneo, os impactos da NAO sao esperados. Tal facto e ainda mais relevante se tivermos em conta que a NAO explica grande parte da variabilidade atmosferica durante o quadrimestre dezembro-marco, grosso modo , o inverno boreal, altura em que ocorrem as precipitacoes mais significativas na Peninsula Iberica e em que se despoletam tambem a maior parte da manifestacao de fenomenos hidrologicos extremos, ligados a cheias que causam inundacoes. De formas distintas mas muito concordantes, as bacias hidrograficas do Vouga e do Mondego nao constituem excecao aos condicionamentos impostos pela NAO, respondendo de forma muito significativa aos ritmos pluviometricos impostos por esta. Palavras-chave : Oscilacao do Atlântico Norte (NAO), Precipitacao Atmosferica, Regimes Fluviais, Cheias e Inundacoes, Vouga, Mondego. http://dx.doi.org/10.17127/got/2017.12.011 Data de submissao: 2017-07-31 Data de aprovacao: 2017-10-04 Data de publicacao: 2017-12-30