{"title":"DISSOLUÇÕES NECESSÁRIAS: A PERSPECTIVA DOS HUPD’ÄH NAS RELAÇÕES DO “SISTEMA REGIONAL DO ALTO RIO NEGRO”","authors":"B. Marques, D. Ramos","doi":"10.22456/1982-6524.93602","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Procurando ancorar-se na perspectiva dos Hupd’äh do campo relacional interétnico do Alto Rio Negro-Uaupés, o presente analisa o chamado “viés tukano”, ângulo que privilegia a socialidade de dados coletivos sociais da região em detrimento de outros, e seu impacto para o modo como os Hupd’äh e os povos da família linguística Naduhup figuram no “sistema regional rionegrino”. Para tanto, estabelece-se o paralelo entre, de um lado, narrativas míticas e princípios do pensamento hup e, de outro, o discurso científico etnológico que sedimenta o “grande divisor” composto pelos “índios do rio” e “índios do mato”. Em que medida o ponto de vista Hup sobre o “sistema regional” revela pontos cegos do modelo sociológico e aponta novos caminhos para a reflexão acadêmica sobre as dinâmicas sociais regionais?","PeriodicalId":423979,"journal":{"name":"Espaço Ameríndio","volume":"65 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2019-12-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Espaço Ameríndio","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.22456/1982-6524.93602","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Procurando ancorar-se na perspectiva dos Hupd’äh do campo relacional interétnico do Alto Rio Negro-Uaupés, o presente analisa o chamado “viés tukano”, ângulo que privilegia a socialidade de dados coletivos sociais da região em detrimento de outros, e seu impacto para o modo como os Hupd’äh e os povos da família linguística Naduhup figuram no “sistema regional rionegrino”. Para tanto, estabelece-se o paralelo entre, de um lado, narrativas míticas e princípios do pensamento hup e, de outro, o discurso científico etnológico que sedimenta o “grande divisor” composto pelos “índios do rio” e “índios do mato”. Em que medida o ponto de vista Hup sobre o “sistema regional” revela pontos cegos do modelo sociológico e aponta novos caminhos para a reflexão acadêmica sobre as dinâmicas sociais regionais?