{"title":"POTENCIAL EFEITO ANTIOXIDANTE E ANTIPROLIFERATIVO DO EXTRATO AQUOSO DE Carya illinoinensis SOBRE CÉLULAS TUMORAIS","authors":"Angelo Viana Weber","doi":"10.21527/2176-7114.2018.35.91-94","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A oncogênese é um processo fisiopatológico decorrente de um crescimento celular anormal sem que haja ativação de mecanismos que promovam a inibição da proliferação celular. Sendo assim, o tratamento na maioria dos casos é baseado na combinação de diferentes técnicas, como por exemplo, cirurgias, radioterapia e quimioterapia. No entanto, os tratamentos por radioterapia e quimioterapia, podem gerar a produção de espécies reativas de oxigênio, consequentemente o estresse oxidativo. Este estresse oxidativo seria responsável por interferir em muitas funções celulares importantes, principalmente nos locais onde os agentes antineoplásicos exercem sua toxicidade, como na progressão do ciclo celular e apoptose induzida pelos fármacos. Para suprimir o estresse oxidativo, pode-se recomendar a utilização de co-adjuvantes no tratamento, como os chás, dentre eles o da casca de noz pecã, Carya illinoinensis. A utilização deste chá pela crença popular, parece possuir um importante efeito adjuvante no tratamento e prevenção de doenças, como o câncer de colorretal. Para isso, realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados BVS, SciELO e Google Acadêmico. Foram separados 94 artigos e selecionados 21. Os demais artigos foram excluídos por não abordarem a temática pretendida. A Carya illinoinensis apresenta-se como uma fonte natural de antioxidantes, dentre eles, os compostos fenólicos e o ácido gálico. Estes compostos estariam demonstrando em estudos in vitro, atividade antiproliferativa através de sua ação citotóxica seletiva, afetando principalmente as células tumorais. No entanto, muitas propriedades biológicas e farmacológicas de sua composição, necessitam ser melhor elucidadas, no sentido de compreender os mecanismos de ações envolvidos e assim, confirmar as suas possíveis ações terapêuticas.","PeriodicalId":246352,"journal":{"name":"Revista Contexto & Saúde","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"2","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Contexto & Saúde","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.21527/2176-7114.2018.35.91-94","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
A oncogênese é um processo fisiopatológico decorrente de um crescimento celular anormal sem que haja ativação de mecanismos que promovam a inibição da proliferação celular. Sendo assim, o tratamento na maioria dos casos é baseado na combinação de diferentes técnicas, como por exemplo, cirurgias, radioterapia e quimioterapia. No entanto, os tratamentos por radioterapia e quimioterapia, podem gerar a produção de espécies reativas de oxigênio, consequentemente o estresse oxidativo. Este estresse oxidativo seria responsável por interferir em muitas funções celulares importantes, principalmente nos locais onde os agentes antineoplásicos exercem sua toxicidade, como na progressão do ciclo celular e apoptose induzida pelos fármacos. Para suprimir o estresse oxidativo, pode-se recomendar a utilização de co-adjuvantes no tratamento, como os chás, dentre eles o da casca de noz pecã, Carya illinoinensis. A utilização deste chá pela crença popular, parece possuir um importante efeito adjuvante no tratamento e prevenção de doenças, como o câncer de colorretal. Para isso, realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados BVS, SciELO e Google Acadêmico. Foram separados 94 artigos e selecionados 21. Os demais artigos foram excluídos por não abordarem a temática pretendida. A Carya illinoinensis apresenta-se como uma fonte natural de antioxidantes, dentre eles, os compostos fenólicos e o ácido gálico. Estes compostos estariam demonstrando em estudos in vitro, atividade antiproliferativa através de sua ação citotóxica seletiva, afetando principalmente as células tumorais. No entanto, muitas propriedades biológicas e farmacológicas de sua composição, necessitam ser melhor elucidadas, no sentido de compreender os mecanismos de ações envolvidos e assim, confirmar as suas possíveis ações terapêuticas.