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Abstract
O livro discute o trabalho dos capuchinhos italianos diante da alteridade americana, especialmente no catecismo de índios e mestiços acusados de feiticeiros do diabo. Os frades enfrentaram uma crise no otimismo missionário diante de uma alegada resistência indígena para com o cristianismo ou para com as regras sociais europeias. As fontes coloniais portuguesas revelam a evangelização como um campo de disputa entre os frades, os nativos e os colonos, motivando conflitos cotidianos, também incentivando alterações nas tradições sociais e simbólicas no interior ou nas proximidades das missões. Os indígenas não foram sujeitos passivos no processo, contrariando os missionários pela determinação com que, supostamente, praticavam os seus costumes e ritos “gentílicos”. A documentação reunida acrescenta informações importantes ao estudo dos povos indígenas em contato com os capuchinhos no interior da América portuguesa.