{"title":"Contemplação urbana e o sagrado no hospital oncológico Ophir Loyola: pareamentos em uma trilha fotoetnográfica","authors":"Antônio Jorge Silva Correa Júnior","doi":"10.51359/2525-3781.2021.249216","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O ensaio fotoetnográfico reporta o projeto pessoal “O espaço Urbano como local de Contemplação” e o recorte relacionado as fotos dos espaços sagrados do Hospital Oncológico Ophir Loyola, presentes em minha dissertação de mestrado “Os sentidos do adoecimento pelo câncer colorretal: estudo etnográfico”. Mediando um percurso sensível como enfermeiro, pesquisador qualitativo e tratando a depressão, no contato e imersão em dados provenientes de pessoas adoecidas pelo câncer no aguardo cirúrgico com as quais convivi pelas tardes, paralelamente a registros fotográficos pela cidade de Belém (PA) e registros da Capela do hospital oncológico, este ensaio foi pensado.Concatenando tais sentidos polissêmicos por imagens, a contemplação urbana foi o percurso adotado a partir de Huberto Rohden em “Metafísica do Cristianismo” nos conceitos-atos: visualização da realidade absoluta (Uno), isolamento e cosmopensamento, introspecção e exteriorização (fazendo os registros), aliadas a abordagens conhecidas como pós-modernas e pós-estruturais de Ross Bernay em seu artigo de 2019 Following the Inner Camino: An Autoethnographic Study pautado no conceito de Camiño, reflexão e a auto-observação em: 1. seguir rotas alternativas caminhando; 2. envolver-se e receber conselhos de outras pessoas, e 3. renovar-se com dias de descanso no percurso autoetnográfico. A coletânea de fotos foi registrada com um celular de 14cm x 6,5 cm da Samsung Galaxy J3, sendo gerenciadas a partir de postagens na rede social Instagram como um diário de reflexões e sensações, as fotos dos símbolos sagrados do Ophir Loyola foram apresentadas em parte na dissertação e totalmente aqui. Foram 85 fotografias de contemplação urbana em 2018 e 2019, enquanto no hospital de Setembro de 2018 até Março de 2019. Pareou-se dois contextos: um de Contemplação urbana, uma vertente de vida interna daqueles que registram e visualizam a sensibilidade para/com as pessoas nos seus itinerários nos centros urbanos, no meu caso o vazio, silêncio e ruído na cidade de Belém do Pará cujos traços familiares, bucólicos e concreto estão lado a lado; junto ao contexto da Capela São Lucas (inaugurada em 31/05/1985) a qual frequentemente alguns pacientes mencionavam como espaços de contemplação, alívio no desespero e encontro com sagrado no hospital.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"21 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2021-07-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"AntHropológicas Visual","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.51359/2525-3781.2021.249216","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
O ensaio fotoetnográfico reporta o projeto pessoal “O espaço Urbano como local de Contemplação” e o recorte relacionado as fotos dos espaços sagrados do Hospital Oncológico Ophir Loyola, presentes em minha dissertação de mestrado “Os sentidos do adoecimento pelo câncer colorretal: estudo etnográfico”. Mediando um percurso sensível como enfermeiro, pesquisador qualitativo e tratando a depressão, no contato e imersão em dados provenientes de pessoas adoecidas pelo câncer no aguardo cirúrgico com as quais convivi pelas tardes, paralelamente a registros fotográficos pela cidade de Belém (PA) e registros da Capela do hospital oncológico, este ensaio foi pensado.Concatenando tais sentidos polissêmicos por imagens, a contemplação urbana foi o percurso adotado a partir de Huberto Rohden em “Metafísica do Cristianismo” nos conceitos-atos: visualização da realidade absoluta (Uno), isolamento e cosmopensamento, introspecção e exteriorização (fazendo os registros), aliadas a abordagens conhecidas como pós-modernas e pós-estruturais de Ross Bernay em seu artigo de 2019 Following the Inner Camino: An Autoethnographic Study pautado no conceito de Camiño, reflexão e a auto-observação em: 1. seguir rotas alternativas caminhando; 2. envolver-se e receber conselhos de outras pessoas, e 3. renovar-se com dias de descanso no percurso autoetnográfico. A coletânea de fotos foi registrada com um celular de 14cm x 6,5 cm da Samsung Galaxy J3, sendo gerenciadas a partir de postagens na rede social Instagram como um diário de reflexões e sensações, as fotos dos símbolos sagrados do Ophir Loyola foram apresentadas em parte na dissertação e totalmente aqui. Foram 85 fotografias de contemplação urbana em 2018 e 2019, enquanto no hospital de Setembro de 2018 até Março de 2019. Pareou-se dois contextos: um de Contemplação urbana, uma vertente de vida interna daqueles que registram e visualizam a sensibilidade para/com as pessoas nos seus itinerários nos centros urbanos, no meu caso o vazio, silêncio e ruído na cidade de Belém do Pará cujos traços familiares, bucólicos e concreto estão lado a lado; junto ao contexto da Capela São Lucas (inaugurada em 31/05/1985) a qual frequentemente alguns pacientes mencionavam como espaços de contemplação, alívio no desespero e encontro com sagrado no hospital.