{"title":"媒体中的抑郁:话语分析","authors":"Illana Araujo Souza, F. Lunkes","doi":"10.61202/2595-9328.7cipcihs0021","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A presente pesquisa de iniciação científica, desenvolvida na UFSB/CJA, com apoio da FAPESB, tem como objetivo geral situar alguns dos processos de produção de sentidos sobre depressão pela/na mídia. Para tanto, parte dos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso de base materialista (PÊCHEUX, 1969; ORLANDI, 1998), que além de considerar a opacidade da linguagem e do sujeito, assume como tomada de posição a perspectiva de que em todo dizer há um gesto de interpretação do sujeito. Para realizar a pesquisa, que teve como foco os títulos de matérias jornalísticas, foram feitas buscas nos portais UOL, Terra e R7 a partir de dois procedimentos: busca na barra de pesquisa constante no portal e por serviço de busca a partir do termo “depressão”. A análise dos títulos permitiu depreender dois eixos de significação, um de ordem quantitativa, marcado por estatísticas, e outro, qualitativa, a partir de termos que negativizam e indeterminam o quadro depressivo. Depreende-se uma tensa relação de forças entre os eixos, que funcionam por relações de aliança nas quais um atua no efeito de sustentação no/para o outro; funcionam ainda contraditoriamente, considerando a equivocidade produzida pelas relações estabelecidas: enquanto os números estatísticos delimitam e definem sujeitos e(m) seus quadros depressivos, os termos recortados no eixo qualitativo jogam com o indeterminado, com a instabilidade de sentidos em relação ao quadro depressivo.","PeriodicalId":307713,"journal":{"name":"Anais do Congresso de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação","volume":"56 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"Depressão na Mídia: uma análise discursiva\",\"authors\":\"Illana Araujo Souza, F. Lunkes\",\"doi\":\"10.61202/2595-9328.7cipcihs0021\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"A presente pesquisa de iniciação científica, desenvolvida na UFSB/CJA, com apoio da FAPESB, tem como objetivo geral situar alguns dos processos de produção de sentidos sobre depressão pela/na mídia. Para tanto, parte dos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso de base materialista (PÊCHEUX, 1969; ORLANDI, 1998), que além de considerar a opacidade da linguagem e do sujeito, assume como tomada de posição a perspectiva de que em todo dizer há um gesto de interpretação do sujeito. Para realizar a pesquisa, que teve como foco os títulos de matérias jornalísticas, foram feitas buscas nos portais UOL, Terra e R7 a partir de dois procedimentos: busca na barra de pesquisa constante no portal e por serviço de busca a partir do termo “depressão”. A análise dos títulos permitiu depreender dois eixos de significação, um de ordem quantitativa, marcado por estatísticas, e outro, qualitativa, a partir de termos que negativizam e indeterminam o quadro depressivo. Depreende-se uma tensa relação de forças entre os eixos, que funcionam por relações de aliança nas quais um atua no efeito de sustentação no/para o outro; funcionam ainda contraditoriamente, considerando a equivocidade produzida pelas relações estabelecidas: enquanto os números estatísticos delimitam e definem sujeitos e(m) seus quadros depressivos, os termos recortados no eixo qualitativo jogam com o indeterminado, com a instabilidade de sentidos em relação ao quadro depressivo.\",\"PeriodicalId\":307713,\"journal\":{\"name\":\"Anais do Congresso de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação\",\"volume\":\"56 1\",\"pages\":\"0\"},\"PeriodicalIF\":0.0000,\"publicationDate\":\"2023-07-31\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"Anais do Congresso de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.61202/2595-9328.7cipcihs0021\",\"RegionNum\":0,\"RegionCategory\":null,\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"\",\"JCRName\":\"\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Anais do Congresso de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.61202/2595-9328.7cipcihs0021","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
A presente pesquisa de iniciação científica, desenvolvida na UFSB/CJA, com apoio da FAPESB, tem como objetivo geral situar alguns dos processos de produção de sentidos sobre depressão pela/na mídia. Para tanto, parte dos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso de base materialista (PÊCHEUX, 1969; ORLANDI, 1998), que além de considerar a opacidade da linguagem e do sujeito, assume como tomada de posição a perspectiva de que em todo dizer há um gesto de interpretação do sujeito. Para realizar a pesquisa, que teve como foco os títulos de matérias jornalísticas, foram feitas buscas nos portais UOL, Terra e R7 a partir de dois procedimentos: busca na barra de pesquisa constante no portal e por serviço de busca a partir do termo “depressão”. A análise dos títulos permitiu depreender dois eixos de significação, um de ordem quantitativa, marcado por estatísticas, e outro, qualitativa, a partir de termos que negativizam e indeterminam o quadro depressivo. Depreende-se uma tensa relação de forças entre os eixos, que funcionam por relações de aliança nas quais um atua no efeito de sustentação no/para o outro; funcionam ainda contraditoriamente, considerando a equivocidade produzida pelas relações estabelecidas: enquanto os números estatísticos delimitam e definem sujeitos e(m) seus quadros depressivos, os termos recortados no eixo qualitativo jogam com o indeterminado, com a instabilidade de sentidos em relação ao quadro depressivo.