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Fluxos, quebrada e musicar funk – se sentir dentro da música
O artigo apresenta dados de uma etnografia realizada entre 2017 e 2019, num bairro periférico da zona sul de São Paulo, onde acontecem bailes conhecidos como fluxos. Proponho uma análise a partir do verbo-conceito de "musicar" de Cristopher Small (1998). Sob tal perspectiva é fundamental entender todos os agentes engajados na produção da festa, mesmo aqueles que aparentemente não estão produzindo música, e mesmo aqueles considerados não-humanos. Que elementos estão por trás de uma manifestação musical nas ruas de uma quebrada? No caso dos fluxos, veremos a centralidade dos sistemas de som de funk nesse musicar e que tipo de sensações e reações eles causam. O funk e a festa atuam na construção sentimental e simbólica dessas localidades e na produção de identidades compartilhadas.