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Este relato traz uma reflexão sobre uma experiência de dança junto a um grupo de mulheres acolhidas no Setor Psicológico da Penitenciária de Mulheres da cidade de Rennes, França e algumas profissionais da saúde daquele espaço. Esta experiência foi vivenciada pela autora, que ali esteve ministrando aulas no ano de 2018. O texto é nutrido de reflexões e anotações tiradas de um caderno de bordo que a acompanhou durante este percurso. Nele encontra-se a trajetória da construção de um espaço comum, moldado por esses corpos em trânsito. O texto aponta as hesitações, descobertas, surpresas, questionamentos e adversidades dessa experiência; discute também alguns dos problemas encontrados dentro da unidade e suas respectivas tensões; e, de forma cronológica, propõe ao leitor o compartilhamento desta experiência, tendo como resultado a transformação daquelas mulheres que, aos poucos, foram se desfazendo de algumas amarras, carapaças, proteções para se entregarem ao movimento dançante. O principal objetivo é reafirmar não só a potência de práticas artísticas em contextos sociais inabituais como também a importância de sua aplicabilidade.