O. C. Histórico, E. Á. Distinção, en Filosofía, E. Teoria, DA História, fugaz convic, E. D. R. Martins
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Tempo e verdade. Não raro afirma-se que a verdade é uma fugaz convicção, dependente das circunstâncias efêmeras do tempo, de um tempo que escapa por entre os dedos. Mais do que por entre os dedos, um tempo que se esvai no emaranhado dos interesses pessoais e coletivos que constroem o espaço social da cultura histórica. Brande-se, como solução para sair do que se sente como um impasse, uma alternativa: ou bem se afirma a integralidade monolítica de uma verdade dada e diretamente acessível ao espírito aberto, ou bem se declara que a verdade é uma ilusão vã, inútil de ser buscada. Entre o dogmatismo e o ceticismo perde-se o homem, perde-se sua racionalidade. O que nos diz a história a esse propósito? Duas constatações se impõem: de uma parte, a memória acumulada da cultura histórica evidencia que a busca da verdade (e a correspondente pretensão de a alcançar, ou de a ter alcançado) é uma constante na organização social do saber. Uma constante antropológica, por conseguinte, à maneira como a concebe Jõrn Rüsen.2 De outra parte, a produção de conhecimento confiável sobre o passado, constitutivo da afirmação cultural das sociedades, depende razoavelmente da aceitação dessa premissa.