Edna Verissimo dos Santos Aniceto, Jairo Werner Júnior, Susana Cristina Aidé Viviani Fialho
{"title":"Mulheres em situação de violência: desafio nas competências dos profissionais de saúde","authors":"Edna Verissimo dos Santos Aniceto, Jairo Werner Júnior, Susana Cristina Aidé Viviani Fialho","doi":"10.55905/oelv22n7-178","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública, especialmente entre aquelas com transtornos mentais. Este estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, visa analisar o impacto das competências profissionais na qualidade dos cuidados às mulheres vítimas de violência em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 23 profissionais de saúde de nível superior atuantes nos CAPS de Arapiraca – Alagoas, em 2023. A apreciação dos dados envolveu a análise de conteúdo, com pré-análise, exploração do material e interpretação, também tabulação e análise quantitativa dos dados com estatísticas descritivas. A pesquisa indica que os profissionais de saúde reconhecem amplamente a violência física (95,65%) e outras formas de violência contra a mulher, como psicológica (82,60%), sexual, patrimonial e moral. No entanto, enfrentam dificuldades na notificação compulsória de casos, devido à confusão entre notificação e denúncia policial (13,04%) e a um entendimento limitado do procedimento, o que pode levar à subnotificação. Observa-se também uma tensão entre a autonomia da paciente e a responsabilidade dos profissionais, com hesitação em notificar casos sem consentimento explícito da mulher, sugerindo uma necessidade de esclarecimento das obrigações legais e de formação profissional. O estudo enfatiza a necessidade de aprimorar as competências dos profissionais de saúde para identificar e notificar violências contra mulheres, destacando a formação contínua como chave para um atendimento mais eficaz e humanizado.","PeriodicalId":508318,"journal":{"name":"OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA","volume":"28 12","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2024-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.55905/oelv22n7-178","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0
Abstract
A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública, especialmente entre aquelas com transtornos mentais. Este estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, visa analisar o impacto das competências profissionais na qualidade dos cuidados às mulheres vítimas de violência em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 23 profissionais de saúde de nível superior atuantes nos CAPS de Arapiraca – Alagoas, em 2023. A apreciação dos dados envolveu a análise de conteúdo, com pré-análise, exploração do material e interpretação, também tabulação e análise quantitativa dos dados com estatísticas descritivas. A pesquisa indica que os profissionais de saúde reconhecem amplamente a violência física (95,65%) e outras formas de violência contra a mulher, como psicológica (82,60%), sexual, patrimonial e moral. No entanto, enfrentam dificuldades na notificação compulsória de casos, devido à confusão entre notificação e denúncia policial (13,04%) e a um entendimento limitado do procedimento, o que pode levar à subnotificação. Observa-se também uma tensão entre a autonomia da paciente e a responsabilidade dos profissionais, com hesitação em notificar casos sem consentimento explícito da mulher, sugerindo uma necessidade de esclarecimento das obrigações legais e de formação profissional. O estudo enfatiza a necessidade de aprimorar as competências dos profissionais de saúde para identificar e notificar violências contra mulheres, destacando a formação contínua como chave para um atendimento mais eficaz e humanizado.