PAISAGENS biogeocorpográficas Visuais

Marcos Antônio Bessa-Oliveira
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Abstract

Este trabalho é um misto de discussões: 1) um debate crítico considerando como ponto de partida parte da ementa de um evento que participei em 2013: o colóquio temático “Outras linguagens geográficas”, para o qual fui convidado a participar como expositor (nos eventos XXI Encontro Sul-Mato-Grossense de Geógrafos / V Encontro Regional de Geografia na Universidade Federal da Grande Dourados – em conjunto com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e com a Associação dos Geógrafos Brasileiros (Seção Dourados) –, com o tema “O chão é um ensino”: teorias e voos da criação), que indicava que a minha reflexão crítica sobre “linguagem pictórica” é entendida como “estudos e pesquisas sobre as possibilidades de produção do conhecimento geográfico a partir de linguagens consideradas “não científicas” [...]”. Avaliando essa hipótese, não vou propor pensar a produção artístico-plástica de Mato Grosso do Sul como ciência, mas a “linguagem pictórica” local (tanto na teoria, quanto nas práticas artística e pedagógica) como outra episteme crítica: “paisagens biogeocorpográficas visuais” para entender o local. Quero dizer com isso que alguns aspectos já consagrados na cultura artística sul-mato-grossense serão fundamentais para a reflexão: a) (re)visão da inscrição da produção artística sul-mato-grossense num lugar geoistórico particular; b) o Estado como lócus cultural geográfico específico – de fronteiras internacionais; limites nacionais; “multiplicidade” cultural; transitoriedade de sujeitos e identidades culturais; abundância de produções artísticas e “artistas” locais; o Estado-nação como o maior patrocinador cultural etc -; c) a história da História da Arte como a única leitura crítica das produções locais; e d) alguns artistas como propositores biogeovisuais com suas especificidades corpográficas das paisagens locais. 2) quero evidenciar que este texto antes apresentado/publicado (2013) já era o início de uma discussão e constituição da episteme biogeocorpográfica fronteiriça como tenho evidenciado nos últimos anos. Pois, amparado na crítica biogeográfica fronteiriça, como pensamento descolonial e em teóricos de outras “ciências” das humanidades é que posso falar em estética outra epistêmica para pensar as produções culturais locais por fora de conceitos, histórias e formulações crítico-discursivas globais.
视觉生物地貌景观
这项工作是一个混合的讨论:1)以我在2013年参加的一个活动的部分菜单为起点的批判性辩论:地理讨论会主题“语言”,我被邀请参加展会(我们21事件南公园内格罗索的地理学家/ V联邦大学的地理区域会议的金色—在南马托格罗索州州立大学和巴西与地理学家协会(金色)—区的“地板的主题是教育”:这表明我对“绘画语言”的批判性反思被理解为“对从被认为是“非科学”的语言中产生地理知识的可能性的研究和研究[…]”。为了评估这一假设,我不建议将南马托格罗索的艺术和造型生产视为一门科学,而是将当地的“绘画语言”(在理论、艺术和教学实践中)视为另一种批判认识论:“视觉生物地理景观”来理解当地。我的意思是,在南马托格罗索州的艺术文化中已经确立的一些方面将是反思的基础:a)(重新)在一个特定的地理历史地点对南马托格罗索州艺术生产的铭文的看法;b)作为国际边界的特定地理文化中心的国家;国家限制;“文化多样性”;主体与文化身份的短暂性;丰富的本地艺术作品和“艺术家”;民族国家作为最大的文化赞助者等;c)艺术史作为对当地作品的唯一批判性解读;d)一些艺术家作为生物地理视觉的支持者,他们对当地景观的身体特征。2)我想强调的是,在提交/发表之前(2013年)的这篇文章已经开始了一场关于边界生物地理身体认识论的讨论和构成,正如我在过去几年所证明的那样。因为,在边界生物地理批判的支持下,作为非殖民化思想和其他人文“科学”的理论家,我可以在美学中谈论另一种认识论,以思考全球概念、历史和批判论述公式之外的地方文化产品。
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