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Abstract
A formacao universitaria pode possibilitar caminhos menos coloniais de ensino e aprendizagem, desde que a natureza plural da sua propria comunidade seja reconhecidamente considerada em seus processos formativos e nas tomadas de decisoes institucionais, sendo, desse modo, uma instituicao educativa que nao se enclausure no colonialismo separatista, discriminatorio, distanciador dos sujeitos que dela fazem parte. O corpo, por vezes, negado/oprimido em funcao da sua cor; da sua nacionalidade; da sua “classe social”, da sua cultura, resiste pela afirmacao daquilo que coletivamente foi instituido como sendo sua identidade; seus processos identitarios, sua africanidade. Nesse contexto, a arte, pode se tornar um elemento agregador do processo de luta e afirmacao. Este estudo fenomenologico, portanto, tem como objetivo enfatizar a forca das africanidades, do corpo e de algumas expressoes artisticas afro-brasileiras como praticas decoloniais possiveis de ser trabalhadas no ensino superior. A metodologia adotada foi uma pesquisa bibliografica bem como uma exposicao do acervo da autora a fim de apresentar experiencias com as africanidades. Como resultado, aponta que docentes tomem tambem para si a responsabilidade de repensar suas praticas academicas a partir da diversidade e das idiossincrasias dos sujeitos que a integram, na perspectiva de contribuirem para a constituicao de uma universidade pluriversitaria.